O 34° Sonho de Natal de Canela, que vai até domingo (9), foi marcado pelo retorno das atividades artísticas com a presença de público. Com duas descidas diárias do Papai Noel pela torre da Catedral de Pedra, o espetáculo A Fábrica de Sonhos foi um dos destaques da programação. O show que mistura projeção mapeada, música e as tradicionais descidas de rapel do Noel e seus ajudantes reuniu um público estimado em 1,2 milhão de pessoas desde 22 de outubro.

Para a verdadeira maratona, o Bom Velhinho e seus dois ajudantes percorreram mais de 5.000 metros de distância ao descer de rapel de uma altura de 40 metros entre a torre da igreja e o solo. Cada descida é sincronizada com a trilha sonora do espetáculo e tem duração de quatro minutos. Além do rapel, o Papai Noel Radical e sua trupe também sobem os 154 degraus da torre da Catedral de Pedra por, pelo menos, três vezes, totalizando 462 degraus diariamente ou aproximadamente 37 mil degraus superados em 80 dias de programação.

Todo o esforço é para levar a magia do Sonho de Natal e encantar o público. A cada apresentação, Noel e seus ajudantes recebem inúmeros aplausos das pessoas que aguardam ansiosas a chegada deles. “É muito gratificante a receptividade. A reação do público é marcante. O show é fora de série. Proporciona essa interação principalmente com as crianças. Notamos a emoção do público e, a cada ano, é mais marcante”, comenta o autônomo Daniel Jagg, 40 anos, que vive o Papai Noel Radical durante o Sonho de Natal desde 2011.

PRESENÇA DE PÚBLICO

Jagg destaca que a presença de público é um diferencial que motiva toda a equipe. “Estávamos sentindo a falta do público. Sentimos a falta dessa interação, mas aos poucos estamos superando esta situação e a interação com o público vem ocorrendo. Ainda não é do jeito que gostaríamos. Quando a pandemia acabar, vamos poder dar um atendimento melhor ao público”, afirma.

No espetáculo, o Papai Noel conta com o auxílio de dois ajudantes. “É um sentimento único. Sentimos a energia nos olhos das crianças e de todas as pessoas que estão ali quando chegamos ao chão. Um aceno para uma criança faz o dia dela melhor e o nosso também, principalmente nessa época de pandemia”, resume o montanhista e músico, Igor de Moraes da Cruz, 20 anos.

Para o seu colega de trabalho, Samuel Reis, 32 anos, mesmo ocorrendo duas vezes diariamente, as descidas despertam sentimentos diferentes. “Cada descida tem uma energia diferente do público, uma emoção diferente. Quando chego mais perto do chão e consigo ver o semblante das pessoas, é inexplicável. Crianças gritando e adultos chorando de felicidade. Isso me emociona também”, diz Reis.

 

Foto – Cleiton Thiele

Área de anexos